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domingo, 16 de setembro de 2012

Era uma vez uma cidade muito engraçada...

Não tinha liberdade e nem democracia!
Bem que poderia ser mesmo uma fábula, mas não é não, essa cidade existe e tem nome – Volta Redonda. Nem sempre foi assim, a cidade atravessou vários momentos distintos na sua história, mas vou me deter apenas no período recende, falar apenas do que eu vivi pessoalmente. 

Eu surgi nessa cena em 1988, quando ressurge com força o movimento estudantil na cidade. Minha geração fez muitas manifestações contra o prefeito Wanildo, contra o fim do 2º Grau na Fevre, por uma educação laica, gratuita e de qualidade, e posteriormente pelo impeachment do Collor, contra a privatização da CSN e por fim, pela eleição da Frente Popular na prefeitura. 

Esses fatos apresentam uma geração que lutou muito. Após esse período vieram outras lutas, mas a minha geração chegou ao poder com a eleição do Lula, o primeiro presidente nascido do berço do povo na história do Brasil. Um operário metalúrgico, como meu pai, que mudou os rumos do país, que tornou o Brasil um país soberano. A gestão foi tão forte e vencedora nos seus objetivos, tendo sido reconhecida tanto globalmente como localmente, que Lula fez o seu sucessor, a Presidenta Dilma. A minha geração chegou então ao poder de fato, mas não em Volta Redonda. 

Em 1992 éramos muito jovens, e depois da primeira gestão, a administração municipal mudou de rumo, mudou de mãos sem que o povo se desse conta. A realidade foi se modificando e o povo dormiu no ponto, foi como naquele filme Adeus Lênin, de Wolfgang Becke, quando acordamos tudo estava mudado. 

A cidade está estagnada, não se desenvolve há muito tempo, não tem um bom setor de serviços, empregos, lazer. Paga mal os trabalhadores, censura os opositores e monopoliza os investimentos, tudo prospera para quem é da panelinha. A cidade não tem nenhuma rede nacional de rádios, não sedia nenhum canal de TV e é o único município do Estado do Rio de Janeiro com mais de 200 mil eleitores que não tem propaganda eleitoral gratuita na TV, e depois falam do Hugo Chaves. 

A minha indignação é fruto desse contexto. É desse caldo que surge a minha posição nesse processo eleitoral. Eu tenho um compromissos social histórico para com essa cidade e não posso ficar ausente desse debate. O meu blog é para incomodar, para questionar, e quem sabe participar dessa mudança, construindo uma nova realidade, bem diferente dessa que não é uma fábula, mas a cara real de uma cidade sem alma, sem democracia e sem liberdade. 

2 comentários:

  1. ADOREI !!!!!!!!!!!!!!!
    NÃO FOI IMENSO SEU TEXTO,PORÉM FOI INTENSO, É ASSIM MESMO QUE A BANDA TOCA,APESAR DE VIVERMOS EM TEMPOS DE DEMOCRACIA, AINDA HÁ MUITO PARA PESSOAS DO PORTE APRENDEREM,MAS NÃO SE DESESPERE SUA HORA E DE MUITOS AINDA IRÁ CHEGAR,CONTINUE NA LUTA, FORÇA E FÉ.
    ABRAÇOS
    ANA LÚCIA STOCCO DE ALMEIDA

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  2. obrigado Ana, esse texto simples foi para dizer a minha posição nessas eleições, para que os amigos possam saber da minha indignação com a situação da cidade. Estagnação, é hora de avançar.

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obrigado pela sua opinião.