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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Essa dupla promete tirar Volta Redonda do buraco

Dois Alexandre, dois professores


Porque o senhor decidiu se candidatar à prefeitura? 

A decisão coletiva de lançar uma candidatura aconteceu, primeiro, de muita conversa dentro do nosso partido e também da nossa militância junto às lideranças populares e sociais em Volta Redonda. A síntese dessas conversas é que precisamos construir um projeto de futuro com toda cidade, para dizer que há sim, ESPERANÇA para todos nós! Nosso país e o mundo passam por momentos difíceis. A crise sanitária de escala mundial espalha fome e desemprego. É muito importante deixar de lado as vontades pessoais, as vaidades, os interesses de grupo e trabalhar e pelo direito à vida, por condições mais dignas de convivência, por mais solidariedade e pela efetivação dos direitos de quem vive em Volta Redonda. 
Não há saída individual para a crise sob a qual vivemos, só haverá futuro se pensarmos o comum, a comunidade, a comunhão, o comunitário. Se percebermos que o único futuro eticamente aceitável é aquele no qual todos e todas têm um lugar. Acreditamos na empatia e na solidariedade e lutamos por um futuro melhor. Só nos interessa um futuro, no qual ninguém fique para trás. Essa candidatura que tenho orgulho em servir está comprometida, então, com a difícil tarefa de fazer de Volta Redonda #UmaCidadeParaTodos! 

Porque escolheu Alexandre Lucas como seu vice? 

A nossa candidatura reúne essa vontade de fazer o bem, de pensarmos a comunidade e de trabalharmos sempre juntos. É mais do que uma candidatura de algumas ideias, é uma candidatura que pretende reunir todas as boas competências e coloca-las a serviço da nossa comunidade. Por isso dialogamos muito com as frentes mais progressistas da cidade. Reunimos muitos apoios e até tentamos alianças com lideranças que poderiam somar com esse nosso projeto. Daí surgiu o nome do Alexandre Lucas para compor essa candidatura. 
O Alexandre tem competências fundamentais: é professor, então é sensível ao nosso maior desafio que é promover capacitação e oportunidade de aprendizado; é jornalista, tem a habilidade de saber se expressar com as pessoas e um compromisso ético com os fatos e com a verdade; tem experiência administrativa, já coordenou a empresa de comunicação do parlamento de Florianópolis. Mas, o principal é a sua história política em Volta Redonda. Foi liderança estudantil, tem muita experiência partidária, é bem recebido por praticamente todas as lideranças políticas de Volta Redonda. 
O Alexandre Lucas já desempenha um papel muito importante nessa nossa construção coletiva. Ele dialoga com todos os campos políticos e consegue sensibilizar as pessoas para esse propósito de reunir gente e ideias que possam fazer Volta Redonda se tornar uma cidade muito mais justa e cheia de novas oportunidades.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

QUEM É O PROFESSOR HABIBE ?

Em Volta Redonda o PCdoB tem como candidato a prefeito o Professor Alexandre Habibe, Engenheiro, casado, Cristão. Militante do partido desde 2014 quando deixou o Partido dos Trabalhadores após 20 anos de dedicação. Segundo ele, a troca se deu por afinidade: "Sempre admirei e respeitei o PCdoB, pela dignidade dos seus militantes sempre aguerridos, firmes nas suas posições e sempre muito consequentes nas suas avaliações e na percepção da realidade atual. Foram mais combativos na luta contra o Golpe do que muitos companheiros de outras agremiações", conta.


Professor Habibe ex Reitor da UniFoa

Professor Habibe é candidato a prefeito e fala sobre as suas impressões como candidato que é militante político, articulador experiente, ao mesmo tempo que tem uma vida corrida devido as suas atribuições, como pai, marido, professor e empresário do ramo de serviços.

Habibe fala porque quer ser prefeito,

Eu vou começar dizendo  que é preciso união, unidade, nós queremos construir um projeto com toda cidade de Volta Redonda para dizer em alto e bom som que há, sim, ESPERANÇA para todos nós! Nosso país e o mundo passam por momentos difíceis. A crise sanitária de escala mundial espalha fome e desemprego. 

Não há saída individual para a crise sob a qual vivemos, só haverá futuro se pensarmos o comum, a comunidade, a comunhão, o comunitário e se percebermos que o único futuro eticamente aceitável é aquele no qual todos e todas têm um lugar. Acreditamos na empatia e na solidariedade e lutamos por um futuro melhor.

Volta Redonda é uma cidade de pessoas fortes, que construíram essa município com o sangue de tantas gerações que lutaram por dias melhores e com o suor de milhares de trabalhadoras e trabalhadores que erguem nossa cidade diariamente. Nossa criatividade e genialidade são coletivas e vem do “pensar juntos” e do que é interesse comum. Só nos interessa um futuro, o qual ninguém fique para trás. Queremos uma cidade mais plural, UMA CIDADE PARA TODOS!

Perfil: Alexandre Fernandes Habibe é Engenheiro mecânico, professor da UERJ e do UniFOA, empresário do setor metalomecânico. Foi reitor do UniFOA, é Mestre em Educação, Mestre em Engenharia de Materiais e Doutor em Engenharia Metalúrgica. Trabalhou na Cobrapi, na CSN, foi Diretor do Sindicato dos Engenheiros de Volta Redonda e da Associação dos Engenheiros de Volta Redonda.



NÃO HÁ CIDADE DEMOCRÁTICA SEM POLÍTICA DE INCLUSÃO

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com alguma limitação física ou intelectual e no Brasil o último Censo que fez o levantamento PCD, apontou 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência.

Por Rafael Sallet*


Alexandre Lucas candidato a
Vice Prefeito em Volta Redonda pelo PCdoB


Para entendermos a inclusão das pessoas com deficiência, é importante dominarmos o conceito, estabelecido pela Convenção Internacional dos Direitos da Pessoa Com Deficiência, e que foi melhor delimitado pela Lei Brasileira de Inclusão – LBI.

Para a LBI, considera-se pessoa com deficiência aquela que:

“Tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas”.

Uma releitura do Censo de 2010, sob orientação da comissão da ONU, denominada Grupo de Washington, reclassificou, dentro do grupo de 45 milhões de brasileiros com limitações, aqueles que se enquadrariam na condição de pessoa com deficiência, estabelecendo o número final de 12,7 milhões de pessoas na condição de deficiência, ou 6,7% da população.

Se entendermos os dados censitários como expressão da realidade, vislumbramos um cenário onde quase ¼ dos brasileiros vivem com algum impedimento de longo prazo, dificuldades que não necessariamente se enquadram num diagnóstico de deficiência clássico, mas que representam as condições de limitações físicas, mentais ou intelectuais de brasileiros.

Isso deve servir como elemento de reflexão sobre a prioridade que damos a essa temática quando pensamos nas cidades, visto que a Inclusão geralmente é um assunto periférico nas plataformas eleitorais, nas propostas orçamentárias e nas políticas públicas.

Conhecendo o número de Pcd’s no Brasil, podemos avançar para compreendermos o papel da inclusão articulada com a democracia.

Não seria um contrassenso pensarmos uma democracia que exclua de suas políticas públicas, um contingente tão grande de brasileiros? Pois essa exclusão, acompanhada de invisibilidade das pessoas com deficiência é regra e não a exceção, e urge darmos centralidade a essa pauta no debate das cidades, pois NÃO HÁ CIDADES DEMOCRÁTICAS SEM POLÍTICAS DE INCLUSÃO.

A questão da inclusão, tão vital para um projeto democrático, tem sido desconsiderada no debate político, ao exemplo das eleições presidenciais de 2018, onde cinco candidaturas presidenciais sequer citaram a questão da deficiência (Jair Bolsonaro, Henrique Meirelles, João Amoedo, Álvaro Dias, Vera Lucia) e os demais trataram a temática de forma genérica.

Se tomarmos a concepção de inclusão no sentido mais amplo, podemos afirmar que incluir é o grande objetivo de toda política pública em qualquer área quando pensamos a cidade. Afinal, os desalentados que dormem nas calçadas, os pobres empurrados cada vez mais para as áreas periféricas da cidade, os pequenos empresários que não conseguem ter sua fatia do mercado ao serem engolidos pelos monopólios econômicos, o doente que espera por anos uma cirurgia eletiva, o estudante que não tem acesso a educação de qualidade, o jovem que não tem opções de arte, lazer e cultura, o desempregado que não consegue entrar no mercado de trabalho… são todos excluídos, e que necessitam de forças políticas que apresentem alternativas de inclusão para superação das desigualdades.

Aqui, no entanto, nos debruçaremos sobre a inclusão das pessoas com deficiência.

Toda pessoa que deseja conhecer e intervir no tema da inclusão, deve conhecer, estudar e lutar pela implementação de três legislações que são referência, e foram construídas através da luta dos movimentos sociais e do protagonismo das pessoas com deficiência. O primeiro texto de estudo deve ser a Convenção Interacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Ele está acessível no link; O segundo texto é a Lei Brasileira de Inclusão; o terceiro texto de estudo é a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.

Talvez o grande esforço de um projeto de inclusão, seja a execução das legislações citadas acima, no âmbito das cidades. Mais do que a construção de novos programas (que podem ser importantes na medida que implementam a LBI), mais do que criar novas legislações municipais (que podem ser relevantes na medida que regulam no âmbito municipal a legislação nacional), devemos estar vigilantes e mobilizados para combater ações que trazem retrocessos nos direitos.

Muitas boas intenções, na criação de leis municipais e criação de programas, estão carregadas de capacitismo, de leis que agravam a situação de segregação ao invés de promover a inclusão, e isso invariavelmente advém de políticas que se importam mais com a publicidade da ação, do que com a necessidade real e que são apresentadas sem a participação protagonista das pessoas com deficiência.

O capacitismo é um adjetivo que podemos entender como análogo a homofobia, ao machismo ou ao racismo, e como ele é estrutural, precisamos fazer uma auto análise de nossas próprias concepções capacitistas, além de estudar e se relacionar com a comunidade PCD, para que tenhamos um olhar mais apurado para as políticas públicas que são propostas nas cidades.

Tendo como objetivo a eliminação de barreiras, sejam elas físicas ou atitudinais, o que podemos propor na área da inclusão, no âmbito das cidades ?

O que trazemos para apreciação não é uma lista extensa, que abarque todo conjunto de propostas possíveis, mas alguns pontos e ancoragem e referência, para cidades mais inclusivas e democráticas:

– O reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais, como língua oficial brasileira, com aprendizado obrigatório no currículo escolar, e ampla oferta de cursos de alfabetização em Libras para sociedade em geral.

– As publicações oficiais por meio físico e digital devem ter elementos de acessibilidade, tais como tradução a Língua de sinais, legendas, fontes aumentadas, áudio descrições, inclusive versões em braile.

– Comunicação Alternativa e Aumentativa como reconhecimento da maneira própria que cada pessoa pode se comunicar. Não raro, mas ainda tímida, são as propostas de comunicação alternativa e aumentativa na relação da pessoa com deficiência junto a seus familiares ou na relação da pessoa com deficiência junto a escola, através de PECS – Sistema de Informação por Troca de Figuras e outras tecnologias. No entanto se o direito da PCD é estar em comunidade devemos avançar nas cidades para que, para além do âmbito familiar e escolar, também os serviços públicos e os locais de atendimentos disponham desse tipo de ferramenta de comunicação, com treinamento dos profissionais e gradual estímulo a iniciativas similares no setor privado.

– projetos e investimento em Tecnologia da Informação, estimulando projetos inovadores, onde programas de computador e aplicativos de tablets e celulares dão voz para pessoas à partir de sistemas que geralmente são pouco custosos e de fácil utilização.

– Construir redes intersetoriais e transversais que permitam a execução eficiente de medidas de desinstitucionalização. Este tema apontado, como prioritário pelo Comité da ONU dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em estudo feito no Brasil em 2017 e 2018, explicita a realidade de pessoas que vivem uma vida inteira institucionalizadas. Cabe ao projeto da cidade fortalecer, alocar recursos e estabelecer prioridades na construção ou consolidação de serviços na comunidade para pessoas com deficiência e famílias de crianças com deficiência, realocando os gastos; revitalizar programas para que as pessoas com deficiência vivam de forma independente em suas comunidades e para que crianças com deficiências cresçam com suas famílias em casa; rever e expandir o programa de residências inclusivas; e promover programas de adoção, famílias acolhedoras e apadrinhamento de crianças e jovens com deficiência.

– Destaque para as residências assistidas, que há muitos anos estão estabelecidas na legislação, mas que não são implementadas nas administrações municipais

– A questão da acessibilidade é extremamente ampla e cria um universo inteiro de possibilidade de ações na cidade. Desde o plano diretor, que deve levar em consideração a pessoa com deficiência, ao conceito de “desenho universal”, onde toda produção, seja de um simples documento a um projeto arquitetônico contemple a possibilidade de uso de todos os munícipes, incluindo as pessoas com deficiência e que as adaptações razoáveis permitam acessibilidade para as mais variadas formas de deficiência.

– Segundo o IBGE apenas 11,7% das cidades brasileiras contam com transporte coletivo adaptado para o uso das pessoas com deficiência, e apenas 4,7% das calçadas brasileiras tem algum elemento de acessibilidade para pessoas com deficiência, ou ainda o Censo Escolar, que apontou que apenas 26% das escolas tem acessibilidade, propor a universalização da acessibilidade nas cidades é fundamental.

– Importante trabalharmos a questão da acessibilidade nas áreas periféricas. É comum vermos a engenharia da cidade pensar a acessibilidade na região central, sem o mesmo esmero nos bairros mais afastados.

– A construção de praças, parques, e locais públicos com tecnologias assistivas que permita a inclusão das pessoas com deficiência. Algumas experiências municipais de Lazer, inclusão e acessibilidade devem ser reproduzidos e melhorados. Os locais públicos de encontro do povo, precisam ser pensados e construídos com todas as adaptações razoáveis.

– Quando falamos em acessibilidade, a maior relação que se faz é com calçadas, com arquitetura e adaptação de prédios, mas é muito mais amplo que isso, vai desde a adaptações necessárias para que a pessoa com deficiência possa participar da vida cultural como cinemas, shows e teatros até as tecnologias de comunicação alternativas. Devemos fazer propostas que ampliem e garantam esses direitos nas cidades.

– Lutar pela inclusão, significa avançar nas condições da pessoa com deficiência estudar em escola regular. Além das adaptações razoáveis na estrutura física das escolas, da individualização do plano pedagógico, das adaptações de material, o principal gargalo da inclusão é na contratação e capacitação de profissionais de apoio.

– Tivemos um salto gigantesco de matrículas de inclusão no ensino regular, saltando de 44 mil matrículas em 1998 para 900 mil em 2018. Tal aumento não foi acompanhado pelos estados e prefeituras na capacitação de professores, nem no aumento do quadro de servidores. Apenas 5% dos professores da educação básica tem formação na área da inclusão. O Atendimento Educacional Especializado – AEE, só alcançou um pouco mais que 37% das matriculas de inclusão. A falta de profissionais e de capacitação continuada, são as grandes barreiras que precisamos enfrentar para avançarmos na inclusão escolar nas cidades.

– O direito a saúde da pessoa com deficiência, não pode ser confundido com a visão biomédica de que deficiência é doença. Tal concepção está carregada de capacitismo, daqueles que buscam a cura de determinada deficiência para normatizar a pessoa no padrão médio da sociedade. Isso não significa que não precise buscar a reabilitação, com a superação de dificuldades e apoio ao desenvolvimento, eliminando barreiras que impedem o pleno gozo da vida em sociedade,  mantendo o respeito a diversidade e a neuro diversidade das deficiências.
– A criação de Centros Públicos de diagnóstico e acompanhamento é talvez o mais relevante projeto que pode transformar a vida das pessoas com deficiência, ao promover diagnóstico precoce e apoiar a pessoa com deficiência no avanço de suas capacidades.

– Defesa irrestrita ao direito sexual e reprodutivo das PCDs.

– Capacitação dos profissionais de saúde.

– Atendimento especializado nas consultas eletivas, com prioridade de atendimento.

– Tornar os espaços municipais de saúde, em locais com acessibilidade.

– Qualificar os Agentes Comunitários de saúde a identificar as pessoas com deficiência, fazendo, estabelecendo cadastros e quando necessário, acompanhamento multidisciplinar.

– buscar a descentralização dos serviços, garantindo atendimento próximo do local de moradia.

– A lei de cotas de funcionários com deficiência nas empresas privadas, aumentou substancialmente o número de PCDs no mercado de trabalho. Esse aumento, no entanto, não foi o suficiente para aumentar o índice que hoje é menos do que de 1% dos postos de trabalho com contratos formais, sendo ocupados por pessoas com deficiência. Precisamos avançar nas políticas afirmativas no âmbito municipal.

– Toda pessoa com deficiência é capaz, basta dar-lhe o apoio e as condições de adaptação necessárias para sua atividade laboral.Nesse aspecto, precisamos construir políticas que criem programas de qualificação de pessoas com deficiência. É fundamental que as prefeituras, e Câmaras de Vereadores contratem PCDs, e que sejam feitas políticas extras de isenções e benefícios no âmbito municipal para empresas que contratem pessoas com deficiências, dando especial ênfase a deficiência mental e intelectual, que encontram maior dificuldade de aproveitamento no mercado de trabalho.

– A superação das barreiras atitudinais, talvez seja a mais difícil proposta, por sua complexa execução. A superação de barreiras atitudinais, representa ações, projetos, leis, programas, divulgação e publicidade que impactem a sociedade como um todo, para que paradigmas de preconceito e de capacitismo deixem de estar presentes no dia a dia da pessoa com deficiência.

-A pessoa com deficiência não precisa de pena, nem de “coitadismo”. A Pessoa com deficiência não precisa ser tratada com infantilidade, nem ser subestimada nas suas condições de falar por si. A pessoa com deficiência é uma pessoa de direitos, que deve ocupar todos os espaços da cidade, com liberdade sexual e reprodutiva, com liberdade de expressar opinião, sem a necessidade de tutela.

Enfrentar as barreiras atitudinais, que se materializam quando colocamos o tema da inclusão na periferia do debate, é sem dúvida o maior desafio para a inclusão em uma cidade democrática.

*Rafael Sallet é secretário estadual de Organização do PCdoB-PR, psicólogo, presidente da União de Pais Pelo Autismo de Curitiba, ativista da inclusão e pré-candidato a vereador.

 

domingo, 27 de setembro de 2020

VOCE ME CONHECE ?

Em Volta Redonda o PCdoB lançou o Professor Alexandre Habibe como candidato a prefeito e Alexandre Lucas como vice. Nessa matéria vamos conhecer um pouco mais sobre o vice.

Jorge Alexandre Lucas, 47, é católico, escritor, pai da Ana Luísa de 21 anos e militante do PCdoB desde os 16. Ele gosta de gente fraterna, autentica e sincera e nos momentos de lazer não pode faltar uma pinga com mel.

Lucas é como ele prefere ser chamado

Lucas, tem como ídolo o seu pai, o Seu Lucas, que era metalúrgico da CSN e fez parte do sindicato. Os dois tiveram formação política na então Teologia da Libertação, doutrina que prega a opção preferencial pelos pobres, muito forte em Volta Redonda durante o período do Dom Waldir Calheiros.

Foi dentro dessa construção teológica, de ver Deus no coletivo, de ter um Cristo que se identifica com os trabalhadores, numa perspectiva em que Deus afirma, na oração do Pai Nosso, “faça assim na terra como no céu”. 

Lucas pergunta: “Tem favela no céu, tem ricos e pobres no céu”, e termina. “Se Deus nos manda fazer aqui na terra como no céu, porque aceitamos e convivemos com a miséria e com tanta injustiça”, indaga.

Dentro dessa visão de mundo, na luta estudantil e o pai na luta sindical, que esbarraram no Partido Comunista do Brasil. “Gostamos do PCdoB, pelo programa socialista, pela coerência e dedicação dos seus militantes”.

Alexandre Lucas tem orgulho de estar no partido há 30 anos, foram várias batalhas, desde a luta pela reforma do auditório do colégio Getúlio Vargas onde fez o ensino médio, incluindo o FORA COLLOR, junto com Lindbergh Farias na UNE. 

Depois de formando, atuou no movimento comunitário e sindical. Trabalhou em diversas assessorias de imprensa, jornais e televisão.

Lucas tem Mestrado em Ciências das Linguagem, pela UNISUL/SC, de Florianópolis, onde morou por 10 anos, e formação em Jornalismo.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

DEM aguarda saída de Bolsonaro do PSL para fechar fusão dos partidos

Rodrigo Maia (RJ) do DEM articula com presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), uma possível fusão entre os dois partidos e com partidos do Centrão (bloco formado por DEM, PP, PL, Republicanos e Solidariedade). É o que informa,  o Estadão.

Depois de tentantiva de fusão com PSDB falhar, Rodrigo Maia 
articula fusão com partidos do centrão e com o PSL

A “inconfidência” de Maia foi feita durante churrasco oferecido por ele ao deputado Alexandre Frota (SP), que comemorava 56 anos. Frota foi expulso do PSL em agosto, após criticar Bolsonaro, e se filiou ao PSDB. Na festa, ocorrida na residência oficial da Câmara, estavam integrantes do chamado “PSL bivarista”, além de políticos de outros partidos.
As conversas com a direção do DEM começaram pouco antes de a crise entre Bolsonaro e o PSL vir a público. Um dos participantes desses encontros contou que Bivar pressentia um “fim tumultuado” do relacionamento e já havia manifestado interesse de migrar para o DEM.
A ala pró-Bolsonaro tenta destituir Bivar e seus aliados para comandar a legenda e os fundos partidário e eleitoral. Estão em jogo cerca de R$ 400 milhões de repasses públicos até 2020, ano de disputas municipais. A cifra pode chegar a R$ 1 bilhão até 2022, quando haverá eleição presidencial. Bolsonaro somente mudará de partido se a estratégia de “refundar” o PSL não vingar.
A crise anima o Centrão. Com cerca de 230 dos 513 deputados, esse núcleo planeja criar dificuldades para Bolsonaro “patrocinar” a formação de outra legenda. Em recente reunião na Câmara, dirigentes do bloco começaram a alinhavar as linhas gerais de um projeto que endurece a punição para deputados que mudarem de partido. A proposta tem o objetivo de atrapalhar os planos dos bolsonaristas, caso vingue a ideia da união entre os bivaristas e o DEM. No caso de uma fusão, nenhum parlamentar corre o risco de perder o mandato.
O DEM tentou sem sucesso a fusão com o PSDB, mas as conversas não prosperaram. Dirigentes envolvidos nas atuais negociações observaram que a chance de casamento entre o DEM e o PSL é hoje muito maior do que a aliança com os tucanos.
Adepto da ala bivarista, um deputado do PSL disse ao Estadão, sob a condição de anonimato, que a união pode ser a saída para os parlamentares que não concordam com Bolsonaro. Nas últimas reuniões, as cúpulas dos dois partidos também chegaram a alinhavar como ficariam as principais candidaturas para as próximas eleições e qual seria o nome da nova sigla.
Em Salvador, por exemplo, DEM e PSL são aliados. Interessada em disputar a Prefeitura de São Paulo, em 2020, e com muitas resistências do PSL de Bolsonaro, a deputada Joice Hasselmann (SP) já teve várias reuniões com Maia e com ACM Neto, presidente do DEM, para discutir uma possível filiação ao partido. Joice foi destituída da liderança do governo no congresso, por ser do grupo pró-Bivar. No caso da disputa paulistana, porém, o movimento depende de uma estratégia casada com o governador João Doria. Pré-candidato à sucessão de Bolsonaro e aliado de Rodrigo Maia. Doria apoia oficialmente a campanha à reeleição do prefeito Bruno Covas (PSDB).

“Com informações do Estadão

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Potencial de votos em Haddad salta de 27% para 39% em 2 semanas, revela Ibope



Depois de um imbróglio envolvendo a retirada de Lula do questionário, o Ibope resolveu divulgar na noite de quarta (5) o resultado da pesquisa feita entre os dias 1 e 3 de setembro, após o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral que barrou a candidatura do ex-presidente petista. O Jornal Nacional, principal jornal da Globo - que contratou a pesquisa do Ibope, junto com o Estadão - só divulgou os resultados de intenção de voto no primeiro e segundo turno e a rejeição dos presidenciáveis.

A partir desta quinta (6) é que os demais questionários provavelmente terão respostas divulgadas. Como, por exemplo, o que afere o potencial de votos em Fernando Haddad - que foi divulgado pelo Estadão no período da manhã.

Segundo o portal Brasil 247, contudo, Lula esteve entre os demais candidatos quando a pergunta foi "em que você votaria para a Presidência da República se a eleição fosse hoje", e o resultado ainda não foi exposto ao público. Leia aqui.

Segundo o Ibope, o potencial de votos no ex-prefeito saiu de 27%, em 20 de agosto, para 39%, em 4 de setembro. Ou seja, Haddad cresceu 12 pontos nesse contexto. O atual resultado é a soma dos que declararam que "com certeza" (saltou de 13% para 22%) votariam no petista para a Presidência com os "poderiam votar" (14% para 17%).

Em intenções de voto, contudo, Haddad aparece em quarto lugar, com 6% (antes, eram 4%). Ele está tecnicamente empatado com Geraldo Alckmin, que tem 9% (antes, 7%). A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Na liderança sem Lula, Jair Bolsonaro oscilou para cima dentro da margem de erro: foi de 20% para 22% das intenções de voto. 

Atrás de Bolsonaro estão em situação de empate Marina Silva e Ciro Gomes, com 12% cada. Marina manteve o mesmo desempenho da pesquisa anterior e Ciro cresceu 3 pontos. Dentro da margem de erro, eles estão empatados com Alckmin.

Brancos, nulos e não respoderam somam 29. 

No segundo turno, Bolsonaro perderia de todos os candidatos e empataria com Haddad, dentro da margem de erro. Os resultados são esses:

SEGUNDO TURNO

Ciro 44 x 33 Bolsonaro - Soma de brancos/nulos/não responderam: 23
Alckmin 41 x 32 Bolsonaro - B/N/NR 27 
Marina 43 x 33 Bolsonaro - B/N/NR 23
Haddad 36 x 37 Bolsonaro - B/N/NR 27

REJEIÇÃO

Bolsonaro 44
Marina 26
Haddad 23
Alckmin 22
Ciro 20
Meirelles 14
Daciolo 14
Eymael 14
Álvaro Dias, Boulos, Vera 13
Amoêdo 12

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Vamos fazer umas contas aqui:


Requião no Paraná, reforçam o time e ampliam a aliança
-A Chapa Lula / Haddad / Manu terá o segundo maior tempo de televisão e um expressivo percentual dos recursos do fundo de financiamento eleitoral;
- Palanques regionais fortes : governadores com eleição / reeleição garantida ou com grandes possibilidades na Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, apoio do PSB a chapa de Lula em Pernambuco e outros estados. Colégios eleitorais que juntos definem uma vaga no segundo turno, em uma eleição com 5 ou 6 candidaturas competitivas.
- Haddad, se tiver um terço dos votos de SP, como teve na eleição que perdeu para prefeito em 2016 (no pior momento para o PT e a esquerda, é bom que se diga, e com um crescimento expressivo na reta final), já faz um estrago grande no estado, que vota massivamente em Alckmin e Bolsonaro.
- Manu tem seus percentuais mais altos na região Sul e especialmente no Rio Grande, então agrega pontos importantes em uma região onde historicamente temos nossa maior fragilidade eleitoral. 
-Dissidências importantes, como a de Requião no Paraná, reforçam o time e ampliam a aliança para além de PT - PCdoB -PROS -PCO. 
Isso tudo, em uma eleição pulverizada, faz grande diferença, mesmo se confirmando a interdição da candidatura de Lula. 
Um palpite: Tende a se repetir a polarização PT / PSDB, com a consequente desidratação de Marina e Ciro. 
 Bolsonaro ficará como espantalho, ameaçando até o final ocupar uma vaga no segundo turno. 
Uma constatação: estamos lutando por uma vaga no segundo turno, em ótimas condições de disputa!

Por Alexandre Santini.
Fonte:https://www.facebook.com/profile.php?id=1173226264&ref=br_rs

terça-feira, 3 de julho de 2018

Nelson Gonçalves pode entrar na disputa da Câmara Federal


Indio da Costa confirmou o nome de Nelson para a disputa na Câmara Federal
Depois de seis mandatos consecutivos como deputado estadual, Nelson Gonçalves disputará as eleições deste ano de maneira diferente. Ao invés de tentar a reeleição pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) pode vir pré-candidato a deputado federal pelo PSD. Pelo menos é assim que espera o pré-candidato ao Governo do Estado pelo partido, Indio da Costa. Ele confirmou o nome de Nelson para a disputa na Câmara Federal. Desde a semana passada o jornal tenta contato com o atual deputado estadual, mas ele não atende as ligações.
“A experiência que o Nelson tem e a capacidade dele numa cidade que é fundamental para o estado, que é Volta Redonda. Nelson é um grande nome da política do estado e agora pode dar sua contribuição no Congresso Nacional”, disse Indio da Costa. Além de Indio ter confirmado, fontes também informaram ao jornal sobre a pretensão de Nelson vir para deputado federal, dizendo que existem 90% de chances dele disputar o cargo.
Oficialmente mesmo será apenas na convenção do PSD que será realizada em agosto. “Quem conhece Nelson Gonçalves sabe o quanto é precavido e que não falará oficialmente ainda neste momento”, disse uma fonte do jornal, completando que existe uma possibilidade grande do partido crescer com sua bancada federal.

Fonte: https://googleweblight.com/i?u=https://avozdacidade.com/nelson-goncalves-pode-entrar-na-disputa-da-camara-federal/&hl=pt-BR

Vitória de Obrador no México

Vitória de Obrador no México reacende a chama da esperança

A chama da esperança, da democracia e da soberania nacional voltou, neste domingo (1º) a brilhar no México.

Como se previa ao longo das últimas semanas, a eleição foi vencida pelo progressista Andrés Manuel López Obrador (também conhecido pelo acrônimo AMLO), encabeçando a aliança “Juntos Faremos História”, uma ampla frente contra o neoliberalismo, liderada pelo Morena (Movimento de Regeneração Nacional), aliado ao Partido Encontro Social (PES) – legenda evangélica de extrema-direita – e ao Partido do Trabalho (PT), reconhecida por ser uma organização maoísta. Frente ampla que, numa verdadeira lição de tática para derrotar a direita, une praticamente todas as chamadas “forças vivas” da democracia mexicana. 
A vitória foi indiscutível, apesar da ânsia fraudulenta da direita mexicana. O próximo presidente do México obteve 53% dos votos – uma maioria absoluta que não é exigida pela legislação eleitoral mexicana – e superou a soma dos votos daqueles que ficaram em segundo (Ricardo Anaya, do direitista Partido Ação Nacional) e terceiro lugares (José Antonio Meade, do governista PRI), candidatos dos partidos que tradicionalmente dominam a política mexicana.
A luz acesa no México precisa vibrar com força. Apontado pelos conservadores como exemplo que os demais países deviam seguir, o México sai destruído dessa experiência desastrosa. 
Sua economia foi desmantelada nestas décadas de predomínio neoliberal, sobretudo depois do advento do Nafta (North American Free Trade Agreement – ou, em português, Tratado Norte-Americano de Livre Comércio), hegemonizado pelos EUA, e que transformou o México em um apêndice empobrecido da economia estadunidense, em verdadeiro pasto onde as empresas dos EUA podiam livremente instalar suas fábricas para explorar a mão de obra precarizada, sem direitos e mal paga dos mexicanos. Chegou-se a avaliar que o salário de um trabalhador corresponderia, no México, a 1/10 do pagamento de um trabalhador na mesma função nos EUA.
Superar a pobreza e a falta de direitos sociais que atingem o povo mexicano é um dos grandes desafios que Lopes Obrador vai enfrentar. 
Cerca de metade da população – 53,3 milhões de pessoas, num total de 119 milhões – vive na pobreza, sendo que 10 milhões na miséria extrema. Situação dramática que ilustra as ilusões espalhadas pelos neoliberais: embora o desemprego não seja alto, o que explica a pobreza são os baixos salários e precarização e falta de direitos dos trabalhadores.
Outro desafio é endêmica corrupção e a criminalidade (principalmente o narcotráfico) que assolam a vida mexicana e erodem seu Estado. Violência que correu solta na campanha eleitoral, iniciada em 8 de setembro de 2017. Quase 150 políticos foram assassinados entre aquela data e 25 de junho deste ano, tendo ocorrido 543 agressões, em 343 municípios mexicanos.
Não se pode esquecer também o alinhamento automático com os EUA, que coloca o México prostrado perante seu poderoso vizinho do qual está tão perto, e tão longe de Deus, diz a sabedoria popular mexicana. E que levou, entre outras coisas, o governo neoliberal de traição nacional a destruir, a partir de 2013, a estatal mexicana do petróleo, Pemex. E a entregar aos patrões do norte a riqueza mineral que pertencia ao povo mexicano e ela controlava.
A direita oligárquica que domina o país, aliada incondicional do imperialismo dos EUA, demonstrou nestas décadas de triunfo neoliberal o desprezo pelo país e pelo povo. E, através da fraude, corrupção e criminalidade, ela deixou claro seu desprezo pela legalidade democrática. Sua falta de compromisso com ela foi demonstrada ao longo destas décadas, acentuada na campanha eleitoral e nas ações contra a oposição no governo Enrique Peña Nieto, assinalado pelo desaparecimento (ou assassínio?) de 43 estudantes que rejeitavam as imposições do governo.
A vitória de Obrador é a ampla manifestação dos mexicanos que não aceitam o desmonte do Estado Nacional, a destruição da indústria do país e a submissão aos interesses do imperialismo. Estão entre eles os mexicanos que rejeitam a humilhação imposta pelo presidente Donald Trump, dos EUA, que quer construir o muro entre os dois países e impor a conta de sua feitura ao governo da Cidade do México. 
A eleição de Obrador significa a aprovação, pelos mexicanos, de um programa de reconstrução nacional, de restauração do Estado nacional, fortalecimento da economia do país, de recuperação das riquezas petrolíferas entregues às multinacionais do petróleo, de alento ao orgulho nacional e respeito à independência e soberania nacionais.
Este verdadeiro programa de salvação nacional uniu praticamente todas as forças democráticas e progressistas do país, dos movimentos sociais aos trabalhadores e empresários, em torno de uma candidatura avassaladora. Frente ampla cuja vitória é ornada pela chama da esperança que volta. E pode iluminar o caminho das mudanças na America Latina, cujo brilho está esmaecido principalmente desde a ascensão dos governos neoliberais de Mauricio Macri, na Argentina, e do golpista Michel Temer, no Brasil.

Fonte: http://www.vermelho.org.br/editorial.php?id_editorial=1805&id_secao=16

terça-feira, 5 de julho de 2016

Picciani é o deputado que mais faltou a sessões na Alerj

Desde que tomou posse, ele deixou de ir a 20 sessões.
Pedro Augusto  é o segundo mais faltoso, com 18 ausências
PAULO CAPPELLI*

Rio - Escolhido pelos deputados estaduais para presidir a Assembleia Legislativa no biênio 2015-2016, Jorge Picciani (PMDB) é o parlamentar que mais faltou a sessões desde que tomou posse. Enquanto no período a média de faltas na Alerj é de 3,6, ele deixou de ir a 20 sessões: falta 5,5 vezes mais que os colegas de Casa. Os dados compreendem fevereiro do ano passado até abril de 2016, último mês disponível no Portal da Transparência da Alerj.
Pedro Augusto (PMDB) é o segundo mais faltoso, com 18 ausências. Filipe Soares (DEM) e Marcos Abrahão (PTdoB) dividem a terceira colocação, com 13 faltas cada.

Brasília na cabeça 
Também presidente do PMDB-RJ, Picciani costurou a aproximação ano passado entre Dilma Rousseff e o filho Leonardo, então líder do PMDB na Câmara. Em agosto, mês em que as conversas fervilhavam, Picciani faltou a quatro sessões da Alerj.

Explicação
Picciani diz que, por vezes, não pôde comparecer a sessões por estar em outras atividades na Alerj, como reuniões com sindicatos. E que também participou de eventos externos representando a Casa. Ele afirma que as faltas são descontadas de seu salário.

Desistência
O deputado estadual Julianelli (Rede) desistiu de disputar a Prefeitura de Resende. Com isso, Marina Silva, fundadora do partido, deverá cancelar a viagem que faria à cidade nos próximos dias.

Picadinho
A Comissão de Transportes da Alerj convocará uma audiência pública para apurar o quanto a Prefeitura do Rio arrecadou com multas de trânsito nos últimos cinco anos e a aplicação desse dinheiro.

* Informe O Dia: http://zip.net/bjtnQj

terça-feira, 24 de maio de 2016

Hospital Regional do Médio Paraíba

Sergio Lucas e Diego Rodrigues com o
Deputado Nelson Gonçalves e o amigo Jorge Melo.
Sergio e Deigo com o Deputado Julianeli
Diego e Sergio com o prefeito de Pinheiral Arimatéa
Os representantes do Comitê da Enfermagem pelas 30h , Sergio, Jorge e Diego 
representaram  a Deputada Enfermeira Rejane no evento 
Picciani, presidente da Alerj entregou o Cheque de R$ 4,4 milhões.
 O presidente da Alerj, Jorge Picciani entregou nesta segunda (23) ao prefeito Neto, um cheque de R$ 4,4 milhões, para conclusão das obras do Hospital Regional. O evento contou com a presença de um grupo de deputados estaduais, entre eles Nelson Gonçalves, do secretário de Estado de Saúde, Luiz Antônio de Souza Teixeira Junior, além do presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde Dr. Luiz Antônio, e representantes dos 12 municípios que integram o consórcio. Participaram também Sergio Lucas e Diego Rodrigues do Comitê pelas 30 horas que representaram a Deputada Enfermeira Rejane. 
O hospital começará a funcionar de forma progressiva com a UTI e diagnósticos por imagem. O deputado estadual Nelson Gonçalves disse que o Hospital Regional vai ajudar a desafogar todos os hospitais municipais da região, especialmente o São João Batista, em Volta Redonda, que recebe quase 50% de pacientes de outras cidades, além de redirecionar a demanda por serviços de saúde na região.

O hospital

O Hospital Regional do Médio Paraíba Dr.ª Zilda Arns é uma unidade referenciada para atendimentos de média e alta complexidade, e vai atender cerca de 1,2 milhão de habitantes da região, com cirurgias de alta complexidade em neurocirurgia, traumato ortopedia, oftalmológica, bariátrica, transplantes de rins e de córneas. A capacidade é de atender 7 mil pessoas/ano. O hospital terá 229 leitos, sendo 47 de UTI e 50 de UI, e um Centro Cirúrgico com seis salas para as cirurgias de alta complexidade. O ambulatório contará com dez consultórios e três salas para pequenas cirurgias e endoscopias. O hospital contará ainda com um estacionamento para 370 veículos. Na obra foram usados 980 toneladas de estrutura metálica, e o hospital conta com duas subestações de energia, duas centrais de geração de energia, cinco elevadores com capacidade de 1,3 tonelada (10 a 12 pessoas) cada, rampas, castelo de água potável com capacidade para 230 mil m3 e outro com 50 mil m3 de água de reuso, sistema de proteção contra incêndio com rede de hidrantes e escadas com áreas de refúgio pressurizadas, para proteção contra fumaça.

segunda-feira, 14 de março de 2016

o que está errado nesta foto?


Sendo didático: o que está errado nesta foto é o fato de que só é possível ter empregados domésticos como quem tem animal de estimação, que te siga por toda a parte, incluindo fins de semana e feriados, num país em que a desigualdade é galopante.
No dia em que essa mão de obra for valorizada e a desigualdade cair para níveis aceitáveis será tão caro manter empregados em casa que somente os super ricos teriam condição de dar-se este luxo. Não é ilegal ter empregados domésticos com salários merdas vivendo em cubículos chamados quartos de empregados. Mas ter escravos acorrentados em senzalas também já foi legalizado. Não há vergonha nenhuma em ser babá mas esta senhora não trocaria o fim de semana com os próprios filhos para trabalhar se houvesse o mínimo de justiça social no Brasil.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O Bloco Galo Vermelho foi a sensação do momento.

A festa que marcou o carnaval da cidade do aço em 2016 e reuniu mais de 6 mil pessoas, contou com a apresentação de três grupos de samba, DJ, e terminou em ritmo de rock-pop. Esse é o saldo da folia realizada pelo Bloco Galo Vermelho no aterrado no domingo. O Bloco teve na coordenação o estudante de direito Luciano Campos que reuniu na direção da agremiação, além de foliões assumidos, jovens, artistas e militantes de esquerda da cidade, entre eles o professor Alexandre Habibe.

Tradição das grandes cidades chega a Volta Redonda.

O carnaval de rua de 2016 em Volta Redonda foi marcado pela censura, a prefeitura dificultou ao máximo a legalização e participação legitima dos blocos de rua, quase transformando a maior festa popular do país num grande rolezinho. O carnaval chegou a ser proibido no dia 6 de janeiro, sendo liberado 10 dias depois, mas para que os blocos pudessem sair as ruas, além de incentivo zero da administração municipal, era preciso uma corrida de obstáculos burocráticos, dificílima mesmo em ano de olimpíadas, e no final ainda houve a tentativa de levar todos os blocos para Ilha São João, fazendo uma higienização do carnaval. Quem aceitou ir para ilha sentiu a frustração de um evento que parecia uma marcha fúnebre para enterrar de vez o carnaval na cidade. 

Mais de 6 mil pessoas no maior Bloco de rua em 2016 em Volta Redonda.
O Bloco Galo Vermelho – a esquerda festiva entrou na resistência popular e juntou os cidadãos que gostam de carnaval para segundo seus organizadores ser ousado desde o inicio, tanto na perspectiva de reunir a população e fazer do carnaval um momento de alegria e de renovação da esperança, como também uma festa com segurança para toda família. Luciano Campos foi o coordenador do bloco e ficou feliz com o sucesso. “Primeiro de tudo, Obrigado. Nosso primeiro ano foi assim, rua lotada e a galera animada demais. Espero que em 2017 possamos novamente colocar o povo na rua pra fazer essa festa de novo”. 
Luciano disse ainda que é importante agradecer a todos os envolvidos “eu espero que nossos acertos tenham sido maiores que os erros, sei que não conseguimos agradar todo mundo, mas ninguém consegue. Fizemos tudo com o coração”.

Professor Habibe com foliões no Galo Vermelho.
O professor Habibe disse que é preciso agradecer a todos que acreditaram na festa do Bloco Galo Vermelho e que ficou emocionando com o sucesso e a participação. “Muito obrigado, meu coração está em festa”. Muita gente que participou também fez questão de elogiar, como a jovem Juliana Ferreira, “Parabéns aos organizadores. Na minha opinião esse foi o melhor bloco de VR esse ano. Obrigada por terem salvado o carnaval (bloco) e por terem mantido a tradição. Por que pra ser bloco tem que ser na rua. Que venha 2017!”. Ellen Silva diz o mesmo "parabéns foi muito bom o bloco, bem organizado vocês estão de parabéns, ate hoje foi o melhor bloco”. 
Para Helvécio da Matta, o bloco foi um sucesso “Os organizadores do bloco proporcionaram um evento de muita alegria e tranquilidade aos que lá estiveram banheiros químicos, também foram ponto alto. O povo também contribui para que a festa fosse perfeita. Não vi nenhum tumulto, fora a quantidade vertiginosa de foliões, Parabéns”. 

Dilean, Alexandre Lucas e Marcione, membros do Galo Vermelho.

sábado, 10 de outubro de 2015

Nogueira: nem Moro e nem a PF têm ações sobre tipos como Cunha

Fosse nos tempos de FHC com seu engavetador geral, o dossiê dos suíços ia parar na gaveta.

por Paulo Nogueira

O grande azar de Cunha foi ter ficado ao alcance de quem não está sob seu domínio nem de seus amigos e aliados: a Suíça. Foi o mesmo azar de Marin.
No Brasil, Cunha permaneceria impune como sempre aconteceu nestes anos todos de uma carreira obscura e cheia de acusações de delinquência. Nem Moro e nem a Polícia Federal têm alguma ação sobre tipos como Cunha. Isso mostra a face real do combate à corrupção que se trava no Brasil da Lava Jato.
Quem acredita nos propósitos redentores dessa cruzada demagógica acredita em tudo. O alvo é um, e ele não inclui figuras como Cunha ou Marin.
Isso significa que, passado o circo da Lava Jato, nada de efetivo terá mudado – a não ser que se alterem profundamente a estrutura de fiscalização a roubalheiras no Brasil de forma que fiquem desprotegidos os plutocratas e amigos seus como Cunha.
O episódio deixa também exposta a imprensa.
O que ela fez para investigar Cunha nestes anos todos, e sobretudo nos últimos meses quando ele acumulou um poder extraordinário no Congresso graças a seu gangsterismo?
Nada. Nada. Mais uma vez: nada.
Não por inépcia, ou não por inépcia apenas. Mas por má fé, por desonestidade. Cunha era aliado, porque significava um ataque permanente ao governo Dilma. E aos aliados a imprensa não cobra nada. Veja como Aécio tem sido tratado. Como ele escapou de ser sequer citado como amigo de Perrela no caso (abafado por jornais e revistas) do helicóptero de meia tonelada de pasta de cocaína.
A derrota de Cunha frente às autoridades suíças é, também, a derrota de Moro, da Lava Jato e da imprensa, não necessariamente nesta ordem.
Tanto estardalhaço nas prisões dos suspeitos de sempre, e tanta permissividade em relação a tipos como Eduardo Cunha.
É preciso destacar também o papel patético, nesta história criminosa, do PSDB.
Já eram cabais as evidências contra Cunha e seus líderes, num universo paralelo, diziam que era preciso dar a ele o benefício da dúvida.
Este benefício jamais foi dado a ninguém fora do círculo de interesses do PSDB.
É uma demonstração incontestável de que a lengalenga anticorrupção do PSDB é a continuação da mesma estratégia golpistas que matou Getúlio e derrubou Jango.
É a velha UDN de Lacerda ressuscitada nos tucanos.
Na condição de morto vivo, ou morto morto, Eduardo Cunha cala sobre o que deveria ser dito – a questão das contas – e tagarela sobre o que é ridículo dizer. Ele está se fazendo de vítima. Diz que está sendo perseguido pelo governo e pelo PT. Não foi ele que roubou, não foi ele que barbarizou, não foi ele que criou contas secretas expostas pelas autoridades suíças: é o PT que está perseguindo.
A isso se dá o nome de doença.
É preciso louvar, por último, o papel de Janot.
Fosse nos tempos de FHC com seu engavetador geral, sabemos onde ia dar o dossiê dos suíços.
Na gaveta.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Edward Snowden: Israel montou Estado Islâmico para ter um 'inimigo'


Refugiado em Moscou, o ex-funcionário da National Security Agency (NSA) dos Estados Unidos, Edward Snowden, revelou que os serviços de espionagem dos EUA, Reino Unido e Israel colaboraram entre si, por meio do Mossad (o serviço de espionagem de Israel), para a criação do grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EI), também conhecido por sua sigla em inglês Isis.

Terrorista do Estado Islâmico em Mossul

Foi o Mossad quem formou uma organização terrorista que pretendia unificar todos os grupos terroristas em uma organização, usando a estratégia denominada “ninho de vespa”.

Para que criar estar organização terrorista?

De acordo com documentos publicados por Edward Snowden, o propósito desta organização é proteger o Estado sionista, através da implementação dessa estratégia (ninho da vespa) por meio da criação de lemas religiosos e islâmicos, de tal modo que "a única solução para a proteção do Estado judeu é criar um inimigo perto das suas fronteiras", assinalou Snowden.

Nesse sentido, os documentos vazados por Snowden revelam que o Mossad procurou o treino militar, cursos de oratória e teologia, ao líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi.

O Estado Islâmico, provocou um violento levante no Iraque. Embora não se tenham dados exatos do total de dinheiro recebido pelo EI, acredita-se que ele controle hoje US$ 2 bilhões e está composto por 10 mil terroristas, o que permite ao grupo combater com êxito os exércitos iraquiano e sírio e, assim, controlar uma região que se estende desde a cidade de Alepo na Síria, até as cidades de Faluja, Mossul e Tal Afar, no Iraque.
Cabe assinalar que o grupo terrorista uniu-se oficialmente há cerca de 10 anos à rede Al-Qaida, fundada por Osama Bin Laden, quem por sua vez foi financiado pela CIA estadunidense. Há farta documentação a respeito sobre o financiamento dessa rede durante o conflito que infligiram contra as tropas da União Soviética na época da ocupação do Afeganistão, embora diversos peritos e jornalistas assinalam que a relação poderia ser mais longeva.
Nesse sentido, a proximidade entre estes dois grupos terroristas favoreceu a expansão do Estado Islâmico e a morte de muitos cidadãos iraquianos. Ainda, segundo os peritos, o EI é mais poderoso que a Al-Qaida, a organização da qual anunciou a sua separação este ano.
O EI controla grande parte do território de Iraque, assim como parte da Síria. Porém, outros grupos rebeldes controlados pelo Ocidente rejeitaram e até combatem a presença do EI na região. É o caso do Exército Livre Sírio, a Frente Islâmica e a Frente Al-Nusra (da Al-Qaida).
Israel mantém em sua fronteira com o Líbano hospitais de campanha, nos quais são tratados "refugiados" feridos no conflito na Síria. No início deste ano, hackers invadiram computadores e telefones de funcionários de segurança do regime de Telavive e obtiveram informações que demonstram como os israelenses equiparam os grupos terroristas na Síria com armamento sofisticado, além de fornecer apoio logístico.
Mnedi Safdi é uma das autoridades israelenses que foi monitorada por hackers. Ele é membro do parlamento israelense e atua como um mediador entre o regime de Israel e os grupos armados na Síria.
As mensagens e gravações de áudio obtidas mostram como Safdi tentava recrutar espiões libaneses e sírios, para que cooperem com o regime israelense no envio de cargas de armamento para o EI.
Os documentos também revelaram que o regime israelense, com apoio financeiro da Arábia Saudita e Catar, oferece armas e equipamentos militares aos terroristas na Síria. Desde 2011, quando teve início a crise na Síria, o regime de Telavive oferece serviços médicos para os terroristas que são feridos no campo de batalha contra o exército sírio.

Do Portal Vermelho, a partir de informações do Diário Liberdade e Oriente Mídia

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Taxação dos lucros dos acionistas em 15% cobriria rombo no orçamento

Em audiência no Senado, economistas do IPEA afirmam que medida 
renderia aos cofres públicos cerca de  R$ 43 bilhões por ano.
Um estudo apresentado por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) ao Senado, comprova que o governo poderia arrecadar cerca de R$ 43 bilhões ao ano, se taxasse em 15%, via imposto de renda, os lucros e dividendos recebidos por acionistas de empresas. 
Esse valor seria o suficiente para cobrir o rombo orçamentário previsto para 2016, mas, de acordo com legislação aprovada em 1995, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, os lucros e dividendos recebidos por acionistas no Brasil estão totalmente isentos do imposto de renda. 
De acordo com o senador Lindberg Farias (PT/RJ), no mundo inteiro, só Brasil e Estônia abrem mão da taxação integral deste tipo de renda. Autor do Projeto de Lei do Senado (PLS) 588/2015, que prevê a cobrança de Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF) com alíquota de 15% sobre a distribuição de lucros e dividendos a pessoas físicas e jurídicas, o senador afirma que a forma com que o imposto de renda é cobrado no Brasil penaliza os trabalhadores. “Hoje, o que acontece é que um servidor público que ganha R$ 5 mil paga imposto de renda de 27,5%. Um grande empresário que recebe R$ 300 mil a título de distribuição de lucros e dividendos não paga nada”, sustenta. 
Os pesquisadores do IPEA, Sérgio Gobetti e Rodrigo Orair, concordam que a regressividade do sistema é prejudicial. Segundo eles, os 71.440 brasileiros que ganham mais de R$ 1,3 milhão pagaram apenas 6,7% sobre toda a sua renda em 2014. Já as pessoas que ganham entre R$ 162,7 mil e R$ 325,4 mil pagaram em média 11,8%. “Pior do que pagar imposto é olhar para o andar de cima, para aquele que é mais rico que a gente, e ver que ele paga menos imposto”, afirmou Gobetti.

IR ou CPMF?

Os economistas defenderam a criação de novas alíquotas para o imposto de renda, de até 45%, de acordo com a faixa de renda, como já vêm sendo discutido pelo governo federal. Segundo eles, essa medida tornará o sistema tributário brasileiro mais justo, porque equilibrará melhor o montante de impostos pagos por ricos e pobres. 
Por outro lado, eles criticaram a proposta do governo de reeditar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Para Gobetti, essa é mais uma forma de imposto regressivo, que pesa principalmente sobre a renda dos mais pobres, que é quase toda ela comprometida com bens de consumo.

Por Najla Passos da carta maior com informações da Agência Senado.

sábado, 5 de setembro de 2015

PCdoB confirma pré-candidatura de Habibe à prefeitura de Volta Redonda.


O mapa da disputa eleitoral em Volta Redonda começa a ser finalizado. Nelson Gonçalves e Zoinho já haviam confirmado os nomes na disputa. Entra agora o professor universitário, Alexandre Habibe, que teve o nome oficializado no Partido Comunista do Brasil (PCdoB). O ato de filiação aconteceu na tarde desta sexta-feira (dia 4), durante almoço ocorrido num restaurante do bairro Aterrado, em Volta Redonda. 
Diversas lideranças políticas marcaram presença no evento, entre elas, o presidente regional do partido e suplente de senador, João Batista Lemos, a deputado federal Jandira Feghali, ambos do PCdoB; o ex-prefeito Gotardo Neto, os vereadores Walmir Vitor do PT e Felipe Rivello do PSOL, Júlia Duppre do PV, além de militantes dos partidos, lideranças sindicais e professores.
O ato de filiação serviu também para confirmar a pré-candidatura de Habibe à prefeitura da cidade do aço. “Um ciclo está se fechando em Volta Redonda e o Habibe é a esperança de reconstrução”, destacou Jandira Feghali. “Ele tem experiência na área de educação e pode gerar novas perspectivas”, completou. 
Questionada ainda sobre o futuro de antigos aliados do governo Neto (PMDB) e que ainda militam no PCdoB, a parlamentar deixou claro que pretende manter a união das forças internas da sigla. Porém, não fez rodeios ao mandar um recado para os insatisfeitos com a filiação de Habibe ao PCdoB. Em outras palavras, segundo Jandira, a porta da rua está aberta àquele militante que não estiver disposto a seguir na linha de buscar novos horizontes políticos para a cidade. Uma clara demonstração pública que o único vereador eleito pelo partido em 2012, Nilton Alves de Farias, o Neném, afilhado político do prefeito Neto, deve mesmo buscar abrigo em outra sigla..“Trabalhamos com a coerência e não podemos obrigar ninguém a seguir o que pensamos, mas neste momento o partido vai trabalhar para um novo projeto para Volta Redonda e Habibe é o nosso escolhido para dar prosseguimento a este processo”, disse a parlamentar.
O presidente estadual Batista Lemos disse que a chegada do Habibe é importante pela experiência que ele tem. Ele pode ser a alternativa que faltava e falou sobre a saída do vereador Neném, que não foi ao evento. “Vereador saindo do partido do causa do Habibe? Então ele tem pouco compromisso com o PCdoB. O projeto do partido está em primeiro lugar”, respondeu.
O discurso de Alexandre Habibe foi semelhante ao de Jandira Feghali. De acordo com o ex-reitor do UniFoa, a perspectiva, de fato, é encaminhar a candidatura do partido ao cargo de prefeito, em 2016. “O PCdoB quer ser um protagonista na próxima eleição. Um bloco que vai apostar num projeto novo para a cidade”, relatou Habibe, destacando ainda que a decisão de lançar candidatura própria partiu da direção estadual da sigla. 

PV descarta caminhar com grupo de Neto

Presentes no ato de filiação do PCdoB, a presidente do diretório municipal do Partido Verde (PV) de Volta Redonda, Nena Duppre, e a coordenadora regional da sigla, Júlia Duppre, confirmaram que não há interesse do partido de abrigar um grupo político ligado ao prefeito Neto. "Estamos conversando com todo mundo sobre 2016, o único que já fechamos as portas foi o Neto", revelou Júlia.
Segundo a militante do PV, a intenção do chefe do Palácio 17 de Julho era levar de seis a oito fortes nomes para o partido. Entre eles, o do vereador Nenem e de Sebastião Faria, possível candidato a prefeito apoiado por Neto. A negativa de uma possível aliança foi repassada ao prefeito na última quarta-feira (dia 2). 

sábado, 18 de julho de 2015

O fim da vergonhosa era Eduardo Cunha


Por Luis Nassif, noJornal GGN:

O fim da saga de Eduardo Cunha coloca um ponto final em um dos mais constrangedores episódios políticos da história da República, desde a redemocratização.
O vácuo político produzido pelos erros da presidente Dilma Rousseff promoveram uma abertura inédita da porteira e abriram espaço para oportunistas da pior espécie.
A crise colocou Cunha no papel de touro conduzindo o estouro da boiada. E, atrás dele, a malta do congresso, o universo dos pequenos políticos sem expressão, o chamado baixo clero, cuja atuação, em outros tempos, era moderada por lideranças de maior fôlego.
A cada eleição, os grandes políticos - à esquerda e à direita - foram se afastando do Congresso, permitindo que políticos de grande habilidade e nenhum escrúpulo - como Cunha - assumissem a liderança, bancados por contribuições milionárias de campanha garantidas pelo negocismo amplo que se implantou no Congresso.
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A queda de Cunha era questão de tempo. Figuras como ele são eficientes para agir nas sombras, não na linha de frente. Ainda mais com a megalomania que sempre o acompanhou, acima de qualquer limite de prudência.
Em ambiente democrático, não há espaço para os superpoderosos. Tanto assim, que um dos truques históricos da mídia, quando quer marcar um inimigo, é superestimar seus poderes. O sujeito entra na marca de tiro, torna-se alvo não só de jornais como de outros poderes.
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No início adulado pela mídia, Cunha não precisou de nenhum empurrão para expor sua falta de limites. As demonstrações inúteis e abusivas de músculos incumbiram-se de quebrar a blindagem e transformá-lo em uma ameaça às instituições, ainda mais liderando um exército de parlamentares que parecia emergia das profundezas do preconceito.
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Com o fim de Cunha, o PMDB volta às mãos de figuras moderadas e responsáveis, como o vice presidente Michel Temer, e de figuras polêmicas mas cautelosas, como Renan Calheiros, até que seja colhido pela Lava Jato. Pacifica-se, assim, uma das frentes que impedia a volta à normalidade política.
No plano Jurídico, com a parte mais relevante da Lava Jato sendo assumida pelo STF (Supremo Tribunal Federal), e com os conflitos internos na Polícia Federal, haverá menos espaço para o show midiático.
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Na outra ponta, caiu a ficha do PSDB quanto à irresponsabilidade política de Aécio e a loucura que seria o impeachment da presidente. Não interessa nem a José Serra nem a Geraldo Alckmin, em suas pretensões presidenciais, nem a quem tem um mínimo de vislumbre do caos que se instalaria no país, caso o golpe fosse bem sucedido.
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Para retomar a normalidade, falta Dilma começar a governar.

Nos últimos dias, a Fazenda passou a desovar projetos mais consistentes, de simplificação tributária. Há boas iniciativas na Agricultura e no MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Ainda há o risco de um Banco Central descontrolado, praticando uma taxa de juros que poderá criar uma dinâmica insustentável na dívida pública. E Dilma, que ainda não pegou a batuta de maestrina para articular um plano de ação integrado do segundo governo.