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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Lya Luft e sua marca contra os esteriótipos

Uma mulher independente e madura


"Não existe isso de homem escrever com vigor e mulher escrever com fragilidade. Puta que pariu, não é assim. Isso não existe. É um erro pensar assim. Eu sou uma mulher. Faço tudo de mulher, como mulher. Mas não sou uma mulher que necessita de ajuda de um homem. Não necessito de proteção de homem nenhum. Essas mulheres frageizinhas, que fazem esse gênero, querem mesmo é explorar seus maridos. Isso entra também na questão literária. Não existe isso de homens com escrita vigorosa, enquanto as mulheres se perdem na doçura. Eu fico puta da vida com isso. Eu quero escrever com o vigor de uma mulher. Não me interessa escrever como homem."

Lya que é uma das mais interessantes autoras brasileiras e que tem a marca da mulher gaúcha, mulheres que aprendem desde cedo a serem independentes. Esse sentimento de independência é uma marca, é um sentimento que precisa contagiar o coração de muitas fêmeas, de muitas mulheres, para que possam olhar seus companheiros como um parceiro de jornada, de sonhos e de realizações. Mas, o mais importante é fugir do senso comum e dos esteriótipos rotundos e abundantes explanados todos os dias pela publicidade "moderna" ou "capitalista".

Para quem não conhece, Lya Luft, ela nasceu no dia 15 de setembro de 1938, em Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul. Tem a marca da mulher gaúcha, brasileira, independente e que faz cada vez mais, aos sessenta e um anos, o que desde os três ou quatro desejava fazer: jogar com as palavras e com personagens, criar, inventar, cismar, tramar, sondar o insondável. A escritora é conhecida por sua luta contra os estereótipos sociais. 

"Essas coisas que obrigam as pessoas a ser atletas. Hoje é quase uma imposição: a ordem é fazer sexo sem parar, o tempo todo. A ordem é não fumar, não beber. É essa loucura o dia inteiro na cabeça. Quem não for resistente acaba enlouquecendo. E a vida fica para trás. Hoje as pessoas estão sofrendo muito. Um sofrimento absolutamente desnecessário".

Pra gente fechar

"Tento entender a vida, o mundo e o mistério e para isso escrevo. Não conseguirei jamais entender, mas tentar me dá uma enorme alegria. Além disso, sou uma mulher simples, em busca cada vez mais de mais simplicidade. Amo a vida, os amigos, os filhos, a arte, minha casa, o amanhecer. Sou uma amadora da vida. O que você nunca vai esquecer? Escutar o vento e a chuva nas árvores do imenso jardim que cercava a casa de meu pai, na minha infância". 

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