O PSOL tirou uma posição que é pelo amor a cidade e não ao poder.
Os eleitores da Dodora vão votar de acordo com suas consciências. Não há campanha pelo voto nulo, apenas uma posição de independência, até porque o eleitor do PSOL é um eleitor de qualidade, não será tutelado por ninguém. A campanha da Dodora criou um caminho sem volta que é o caminho da mudança, contra um governo autoritário, que não respeita o contraditório e não dialoga com a sociedade. A campanha do PSOL foi uma campanha limpa e qualificada. Mas o povo fez a opção democrática por colocar Zoinho e Neto no segundo turno. Dentro desse processo que participamos e reconhecemos, fica a necessidade de se compreender que existem contradições entre os projetos que disputam essa eleição no segundo turno, e não se trata apenas de uma mudança de quadros como querem falsear alguns militantes de forma simplista.
Entre Neto e Zoinho existe sim uma disputa de concepções de poder, mesmo que não seja no campo popular e socialista. Se fosse tudo a mesma coisa não haveria disputa, se há disputa é porque há contradições que precisam ser exploradas pela esquerda marxista.
Nesse sentido, a primeira questão é compreender que o prefeito Neto conseguiu cooptar as direções do PT e PCdoB, através de cargos e RPA´s, mas não a sua base. Essas direções subordinadas fingem desconhecer os rateios da secretaria de cultura, ou fingem não saber que a Verdurama não paga os funcionários em dia, e nem deposita o FGTS e INSS, e que a merenda servida é fora do aceitável. Essas direções tampam o nariz e fingem que não sentem o cheiro putrefato da Locanty/Multiambiental. Silenciam diante do fato de que a cidade tem uma passagem de ônibus superfaturada, que tem remédios superfaturados, ao passo que pessoas tem morrido na cidade por falta de remédios emergenciais, de tratamento para hemodiálise, e agora para o câncer, já que a prefeitura resolver estrangular a Radiclin.
Todo cidadão instruído sabe que a prefeitura não explicou porque abasteceu a conta da empreiteira Delta com R$ 15 milhões de reais, uma conta sob suspeita de fazer parte dos negócios do contraventor Carlinhos Cachoeira. A cidade assiste o descumprimento da Lei do Piso e o não cumprimento do PCCS do funcionalismo, uma afronta de 16 anos contra os servidores municipais.
A população está acompanhando a farta denuncia de má gestão da coisa pública, em gastos exorbitantes com caçambas e alugueis de imóveis de amigos, viagens superfaturadas, empenhos milionários para imprensa, entre outras dezenas de ilegalidades, todas com indícios de improbidade administrativas gritantes.
Assim, enquanto as direções do PT e do PCdoB preferem ficar no conforto dos seus gabinetes com ar condicionado e cafezinho, a ter de enfrentar a luta do povo, veem suas bases se rebelarem contra esse desgoverno.
Essa semana, Jonas Marins, o prefeito eleito de Barra Mansa pelo PCdoB declarou publicamente o seu apoio a Zoinho. Junto com ele o Senador Lindbergh Farias, a ex-deputada Cida Diogo, ambos do PT, o ex-deputado federal e prefeito Paulo Baltazar, vereador mais votado dessa eleição. Declarou voto também o candidato do PV, Jair Nogueira, que já se posicionou pela moralização da prefeitura e contra o nepotismo. É desse caldo que surge a minha posição nesse processo eleitoral no segundo turno. Eu tenho um compromisso social histórico com essa cidade. Nosso papel enquanto cidadão é questionar, é participar, sem medo, “porque silencio não é paz é medo”. O momento é de mudança, de construir uma nova realidade, com mais democracia, liberdade e respeito. Por isso, no segundo turno, o meu voto é Zoinho 22.

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