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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Neto vai vendo sua força minguar a cada eleição.

Ele que foi campeão de votos, atingindo quase 80% dos votos válidos em eleições passadas chega ao segundo turno dessa eleição em queda livre, com apenas 49%


O segundo turno está começando 
O sentimento de mudança contagiou a cidade e trouxe reflexos nessa eleição que podem ser duradouros. O atual prefeito Neto vai vendo sua força minguar a cada eleição. Ele que foi campeão de votos, atingindo quase 80% dos votos válidos em eleições passadas chega ao segundo turno dessa eleição em queda livre, com apenas 49%. Uma queda vertiginosa de quase 50%. Bem ao contrário do que está acontecendo com o candidato Zoinho, que por sua vez, dobrou sua votação, passando de 21% na eleição passada para 42%, no primeiro turno. A eleição sendo em 2 turnos pode dar tempo suficiente para que a população continue amadurecendo esse processo, com mais um momento de reflexão. O segundo turno vai permitir ao eleitorado experimentar um novo debate, uma nova composição de forças políticas e por isso é caracterizado como uma nova eleição, literalmente. 


Eleição marcada pela desinformação 
Em Volta Redonda a eleição foi marcada pela desinformação. Ao contrário das cidades vizinhas que publicaram pesquisas a exaustão e em muitas cidades com programa na TV, em Volta Redonda no primeiro turno não foi divulgada nenhuma pesquisa eleitoral, sem falar que a cidade tem direito a propaganda na TV e não utilizou. Pesquisas deixam claro que por mais que se reclame do horário eleitoral, a maioria do eleitorado acompanha a programação e usa essa ferramenta democrática como ponto de apoio na definição do seu voto. Na cidade, o prefeito Neto não concordou com a TV, nem no segundo turno. 


Neto e Jose Serra? 
Talvez esse desejo de alienar o debate, difundido pelo prefeito se explique pelos argumentos que tem sido usados contra o Zoinho, argumentos muito fracos, que vão desde a questão do Wanildo, já superada pela história, até a de que a cidade vai parar com a mudança, porque Zoinho não daria continuidade ao Hospital REGIONAL, ou ao Plano NACIONAL do Idoso ou ainda o preconceito linguístico, muito usado contra o Lula. Como já disse antes aqui nesse espaço, usam a mesma campanha do José Serra, a campanha do Medo. Estão se utilizando do discurso atrasado de que se mudar o mundo acaba e que o Zoinho não sabe falar. Enfim, ridículo. 
A maioria dos defensores dessa tese, no entanto, são pessoas com certa capacidade intelectual, mas, que estão com medo de perder a comodidade dos cargos comissionados, do ar condicionado e o cafezinho. Por isso é bom recorrer a história, e uma amiga, Ana Luísa, relembrou de forma precisa outro dia no Facebook sobre a história das eleições na cidade, desde as derrotas do Nelson Gonçalves, em 1988, 1992 e 1996, em que perdeu para o Juarez Antunes, depois para o Baltazar e depois para o próprio Neto, que até então era um grande fracasso eleitoral até ser lançado e eleito prefeito pelo Baltazar, com apoio do PT. A população não deve esquecer esses fatos significativos da história local. O PT que já foi protagonista na cidade, hoje tornou-se uma mera legenda nas mãos do prefeito, ao mesmo passo que a sigla comunista. Lamentável para quem deu sangue para esses partidos e que vê na cidade vizinha uma população mais ousada, que já foi administra tanto pelo PT, como agora pelo PCdoB. E Volta Redonda? 


Um governo de direita 
Nós aqui ficamos com esse governo de direita, que tem aversão ao dialoga com a sociedade, com os sindicatos, associações e movimento sociais. Essa gestão que criminaliza esses setores, reprimi a liberdade de imprensa, persegue os adversários, não aceita o contraditório, e que degenera no poder, constituindo-se por anos a fio de desmandos, se apropria do erário público. "Numa cidade bem administrada e democrática, a sociedade participa e se envolve na gestão pública, participa de assembleias e reunião, mas sob um mau gestor, ninguém dá um passo para participar, pois sabe que não se respeitará a vontade popular. E quando o povo diz, do que me importa isso, então a cidade está perdida" Rousseau.

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