O que temos visto, como em outrora, são as mesmas táticas do sistema capitalista para se defender. Do mesmo modo que fizeram nas Diretas-Já e no Impeachment do Collor, a imprensa primeiro ignora, depois tenta disputar ideologicamente as manifestações tentando cooptar mentes fracas, soprando sugestões como a de que o movimento tem de ser apartidário, sem bandeiras de partidos, de entidades e sindicatos. Depois dizendo que as manifestações não tem dono, que são uma geração espontânea da sociedade. (ridículo).
Outro fato a dizer, diz respeito as redes sociais, de que são elas que mobilizam, como se as “redes sociais” fossem algo vivo, com vontade própria. Uai... Tem gente que não sabe que por trás do Facebook e do Twitter, tem os militantes, são eles que debatem e marcam as manifestações. Quando não havia a internet fazia-se a mesma coisa via telefone, celular, panfletos, cartazes, pichações e carros de som. Os militantes passavam de sala em sala, ou apareciam nos programas de rádios. Então não são as redes sociais, mas sim, a militância se apropriando das novas tecnologias.
Quanto ao modismo questionado por uns, é importante dizer que a luta do povo vem em ondas, são ondas que vão se acumulando. Foi assim no século passado inteiro, (para não ir mais longe à história do Brasil), foi assim da década de 1960, 70, 80 e 90 e assim também na primeira década desse milênio, que não passou imune, com grandes manifestações desde 2004 em capitais como Salvador, Teresina, Fortaleza, Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba, Belém, e em cidades grandes, como Campinas, Londrina, etc.
O povo não acordou, ele nunca dormiu, apenas estava esperando que essa nova geração crescesse e assumisse seu papel na história.
Isso aconteceu, porque o novo sempre vem...
Ei Cabral... vai tomar...

Nenhum comentário:
Postar um comentário
obrigado pela sua opinião.