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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Dilma, de marolinha a tsunami

Porque votar na candidata do Lula para presidente do Brasil?

Essa é uma pergunta que muitos intelectuais e pessoas mais politizadas tem feito. O povão é claro, nem percebeu que este ano haverá eleição. Pesquisas indicam que a população só começa a pensar nos candidatos a majoritário, 45 dias antes da eleição. Quanto à questão do parlamento, isso é de apenas 10 dias antes do pleito.
Então porque tanto alvoroço? A questão é simples, tirando o véu do preconceito de classe com o presidente operário, fica claro observar que o Governo Lula, sem dúvidas, foi muito superior ao do Dr. FHC, e talvez seja por isso, que o próprio Lula deseja uma eleição plebiscitária.
Lula disse que a crise econômica no Brasil seria uma marolinha, e foi, acertou. Disse que ia acertar as contas com o FMI, e fez, o país passou a ser credor do Fundo Monetário. A economia cresceu sistematicamente, mais de 6%, todos os anos desde o primeiro mandato.
Na gestão petista, [ou pluripartidária de centro-esquerda] o Brasil ocupou lugar no mundo. Passamos de 27º para 12º em produção científica, superando a Rússia e Índia, em registro de patentes e novas tecnologias, com medias de 30 mil artigos/ano. Contribuindo para esse resultado o aumento do número de mestres e doutores no Brasil, que saiu de 13,5 mil para 40,6 mil de 1996 a 2007 e o crescimento das bolsas concedidas pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), de 19 mil para 41 mil no mesmo período.
Na gestão Lula foram construídas 13 novas Universidades Federais [mais do que os governos de FHC, Collor e Sarney]. Foram construídos 130 Institutos Federais de Educação e contratados 12 mil professores universitários. Precisamos comentar o sucesso do Proune, com milhares de jovens tendo acesso ao ensino universitário, gratuito, via universidades privadas, garantindo a expansão do acesso, ação conjugada com todo o processo de reformulação do vestibular e renovação do Enen.
O Brasil tem uma estratégia ambiental, foi a Copenhague com propostas concretas de redução das emissões de carbono. Vem reduzindo o desmatamento na Amazônia, criando formas eficientes de desenvolvimento sustentável, que nada têm a ver com produção rudimentar e artesanato. Desenvolvimento sustentável é feito com indústrias de ponta, que tenham responsabilidade sócio-ambiental.
O Governo Lula conseguiu vitórias extraordinárias, como trazer de volta ao país a Copa do Mundo de Futebol e a realização das Olimpíadas no Brasil, fato inédito na America Latina. Essas conquistas demonstram um amadurecimento do país, que apresentou uma mudança nas relações internacionais. No período de FHC, tudo no exterior se dava através do “sim senhor”, “não senhor”. Hoje o Lula “é o cara”, que negocia de igual para igual.
A diplomacia brasileira mostrou-se extremamente correta e eficiente, garantindo a independência e os interesses do país no exterior. Nossa autonomia em relação à causa Palestina, ao Irã, Honduras, Hait, Mercosul, Unasul. Lembrando que entres os BRIC´s é o único que não possui poder dissuasivo nuclear para fins pacíficos, elemento contemporâneo fundamental para questão nacional, em que ganha destaque também a reconstrução de uma base industrial de Defesa, voltada para produção nacional de equipamento bélicos, capaz de reaparelhar as forças armas e garantir a soberania da rica Amazônia e do Pré-Sal.
Para fechar essa conversa, é bom lembrar que houve distribuição de renda e aumento significativos dos salários. Redução de desemprego e aumento da qualidade do trabalho informal, com a transformação dos autônomos em mini-empresários.
O Lula não fez tudo, falta muita coisa, mas como diz a sabedoria popular, “em time que está ganhando não se mexe”. Firmes com a Dilma, de marolinha a tsunami.
Alexandre Lucas.
Jornalista e Mestrando em Ciências da Linguagem Unisul/SC.

5 comentários:

  1. Você escreveu:
    tirando o véu do preconceito de classe com o presidente operário
    Fala sério?!?!? Presidente operário????? Na justa medida em que se apresenta lamentável e hedionda a crítica pobre em relação a erudição de Lula, é, igualmente hipócrita e detestável a tentativa troglodita de se maquilar o PT e o próprio Lula de sujeitos sociais operários. O PT nasceu no seio das lutas operárias e Lula um dia foi torneiro mecânico. Ponto. Só isso. As opções, do partido e do personagem, há muitíssimo tempo (antes mesmo da presidência) não mais perfilam esses agentes a qualquer tipo de apelo de classe proletária.

    Você escreveu:
    A economia cresceu sistematicamente, mais de 6%, todos os anos desde o primeiro mandato.
    MENTIRA. Todo jornalista que publica uma informação deve ser criterioso nas escolhas e suas fontes. Logo, não dá pra admitir um mero “equívoco” na repercussão de dados, é mentira ou incompetência. Escolha!

    Só li o primeiro paragrafo, se quiser continuo!!!!!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. A questão de classe não diz respeito a categoria profissional do presidente, mas à origem. A mídia brasileira ainda insiste em desqualificar o Brasil, enquanto nação que pode alcançar o desenvolvimento pleno, tecnológico e social e se posicionar de igual no mundo moderno com outras nações também desenvolvidas. Nelson Rodrigues chamava a isso de "Síndrome de Vira Latas"!
    E quanto aos dados do crescimento econômico. O crescimento foi de 4,5% em 2007 e 5% no período de 2008 e 2009. Realmente, minha fonte foi ufanista.

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  4. Mais uma vez os dados estão errados. O senhor deveria consultar os dados oficiais, disponíveis â consulta pública e gratuita na página do banco Central ou do Ministério da Fazenda. Suas fontes são horrorosas. E tem mais, nunca vi os números públicos da economia serem divulgados a partir de uma fonte anônima. O anonimato da fonte é conquista democrática se for devidamente justificado seu contexto. Agora, muito claramente, dados de domínio público serem divulgados sem a fonte é incopentência (ou má fé) do autor.

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  5. Você escreveu:
    A questão de classe não diz respeito a categoria profissional do presidente, mas à origem.
    BOBAGEM, de novo. Eu tentei usar expressões largamente reconhecidas pelo círculo marxista, como na frase do meu "post":
    "(...)As opções, do partido e do personagem, há muitíssimo tempo (antes mesmo da presidência) não mais perfilam esses agentes a qualquer tipo de apelo de classe proletária. (...)".
    Com isso deixei claro, pra quem tem mínima incursão teórica, que minha crítica se referia a inclusão de Lula em uma situação de classe (definida não pela origem do personagem e sim pelo seu lugar na oposição capital X trabalho). Lula tem aprovação de seu governo e mais ainda de sua atuação como presidente. Mais ainda, o presidente tem números melhores que seu governo. Essa aprovação se repete em todos os "estratos" (estude Weber e aprenda a respeitar os conceitos importantes) socioeconomicos. Essa é uma forte evidência contra a paupérrima churumela que assevera preconceito. Um dia, talvez, não mais. Vire a página meu nobre, estude, aprenda. Quer defender Dilma, ótimo. Faça com mais competência, isso para o bem dela. E, de certa forma, para seu próprio proveito. Afinal acredito que deseja deixar de ser um arremedo de foca para se tornar bom jornalista. Escreva mais e siga tentando ...

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