Painel internacional
Brasil acelera investimentos na África
A Vale, empresa de mineração do Brasil, está se preparando para iniciar operações em Moçambique ao mesmo tempo em que a maior economia da América do Sul se envolve na luta pelos recursos da África. A longínqua cidade de Tete, no centro de Moçambique, fica no topo de algumas das maiores reservas mundiais de carvão. Com trabalhadores migrantes e empreiteiros fluindo para aproveitar as oportunidades criadas por este multibilionário investimento brasileiro em dólares, Tete tornou-se uma cidade próspera, com sua infra-estrutura rangendo sob o fluxo constante de visitantes de negócios. “Toda vez que venho, fica mais difícil”, diz Antonio Coutinho, banqueiro sul-africano que está ajudando a financiar os investimentos que podem transformar a dependente economia de Moçambique. “Esta é uma pequena cidade que está tentando lidar com a expansão maciça. Deve ter sido como Johanesburgo, durante a corrida do ouro”. A participação da Vale fornece a prova mais impressionante do interesse crescente do Brasil na África. Os laços comerciais entre chineses e indianos com o continente são mais desenvolvidos e têm atraído maior atenção. Mas a chegada do Brasil à África faz parte do mesmo padrão visto entre os parceiros tradicionais do continente, o ocidente, competindo contra uma gama de intervenientes no mercado emergente de recursos e influência. Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente brasileiro que tomou posse em 2003, visitou a África seis vezes em seus primeiros cinco anos no poder.
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