O abraço dos afogados
Petistas defendem uma ruptura total com Cabral e contrariam Lula, eles não querem fazer uma composição de Cabral com Lindbergh. Essa posição está ganhando força e já é um reflexo da posse do novo presidente do PT-RJ, Washington Quaquá, que também é prefeito de Maricá: “A rejeição ao governador é grande e certamente irá se materializar durante a campanha eleitoral. Cabral senador na chapa de Lindbergh pode ser um abraço de afogado”, diz. A mesma expressão é utilizada pelo deputado estadual Róbson Leite que, ao lado de Quaquá e dos deputados federais Alessandro Molon e Jorge Bittar, dão sustentação às pretensões petistas de candidatura própria: “Uma aliança com o PMDB no Rio seria um abraço de afogados”, diz.
Segundo as recentes pesquisas realizadas pelo Instituto Datafolha Cabral tem at[e agora o pior resultado desde que assumiu o cargo em janeiro de 2007. O índice de pessoas que consideram o governo Cabral “ruim ou péssimo” atingiu 38%, um ponto percentual a menos do que aqueles que consideram o governo apenas “regular”. Já os que consideram a gestão de Cabral “boa ou ótima” são 20% dos entrevistados, margem que enche o PMDB de esperança quando ao possível crescimento de Pezão.
Já nas duas mais recentes pesquisas de intenção de voto para o governo do Rio de Janeiro, realizadas no fim de novembro pelos institutos Ibope e Datafolha, a disputa aparece como indefinida. No cenário com o maior número de candidatos proposto pelo Ibope, a liderança cabe ao ministro da Pesca, Marcelo Crivella (PRB), que aparece com 15,5% das intenções de voto. Em seguida, em situação de empate técnico, aparecem o deputado federal e ex-governador Anthony Garotinho (PR), com 12,5%, e o senador Lindbergh Farias (PT), com 11,4%. No segundo pelotão, aparece a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB), com 5,8% das intenções de voto, seguida pelo vereador e ex-prefeito Cesar Maia (DEM), com 5,4%, por Bernardinho do Vôlei (PSDB), com 4,4%, e só então Luiz Fernando Pezão (PMDB), com 4%. Completam a lista de candidatos citados na pesquisa do Ibope os deputados Miro Teixeira (PROS), com 2,1/%, e Sandro Matos (PDT), com 0,8%.
Na pesquisa do Instituto Datafolha, por sua vez, Garotinho lidera com 21% das intenções de voto, seguido por Lindbergh e Crivella, empatados em 15%. No quarto lugar surge Cesar Maia (11%), seguido por Pezão (5%), Miro Teixeira (3%), Bernardinho (2%) e o candidato do PSOL, o ex-deputado Milton Temer (2%). A candidatura de Jandira Feghali não foi considerada pelo Datafolha, assim como o Ibope não considerou a candidatura de Temer. Diante desse quadro, a maior expectativa de Lula, segundo interlocutores, é que as candidaturas do campo da base aliada se mantenham e que Crivella e Pezão venham a apoiar Lindbergh em um eventual segundo turno, provavelmente contra Garotinho. Enquanto isso, PT e PMDB ainda nutrem esperanças de dar um xeque-mate no adversário (ou aliado?) até o fim de março.

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