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| Esse é o perfil da Aldeia Digital de Volta Redonda, com todo respeito às comunidades Xikrin (Ô-odjá, Djudjêkô e Cateté, por exemplo) |
Uma cidade encravada no eixo Rio-São Paulo, e, que ainda assim não faz valer sua vantagem locacional. Cidade Digital, de verdade, não pode ter esse arremedo de internet de péssima qualidade e acesso burocratizado.
A infraestrutura digital é um dos exemplos de indução ao desenvolvimento econômico que é muito possível de ser providenciado pelo poder público. Ainda mais em uma cidade em plena infovia Rio-São Paulo. Se contasse com uma infraestrutura de fibra ótica e servidores a cidade de Volta Redonda, por exemplo, já teria muito mais oferta dos serviços "Triple Play". Isso significaria, além de mais concorrência (e por consequência preço e qualidade) contar com mais produtos de telecomunicação (telefonia fixa, TV por assinatura e banda larga de internet), teria também espaço para empregabilidade de jovens que se dedicam na formação técnica e universitária no ramo das comunicações. Se contasse com essa infraestrutura atrairia startups que gerariam novos negócios, novas oportunidades de atração de investimento e caminhos de empregos e pesquisas que não se vê mais na cidade.
Volta Redonda é uma cidade complexa, com uma economia intensamente sofisticada, não pode comemorar um serviço de provimento de internet semelhante ao oferecido às comunidades indígenas na Amazônia. Banda Larga não é privilégio, é condicionante para o desenvolvimento econômico inteligente. Infraestrutura digital não é mais vantagem, é premissa para a implementação de novos negócios e novas possibilidades de enfrentamento da transformação da indústria metal-mecânica. Serviços Digitais de ampla oferta não são novidade, mas, condição para verticalização de serviços públicos de qualidade (educação, saúde, segurança pública) e incremento no desempenho econômico das empresas.
Proposta concreta para as eleições que se avizinham:
- qual o tamanho, custo e fonte de financiamento da infraestrutura digital que a candidatura pretende implementar em Volta Redonda? (há um programa federal de financiamento, há programas de financiamento das empresas de energia, há programas de financiamento das empresas de financiamento de projetos - FINEP, há possibilidade de trocar custeio por investimento no próprio orçamento municipal);
- quais os players que a candidatura pretende mobilizar para compartilhar o custeio de uma ampla infraestrutura digital em Volta Redonda? (grandes empresas já aportaram na cidade, há empresas júnior no estado que tem pleno interesse em aderir em um pool de empreendedores de negócios digitais, há zonas escuras -sem serviços digitais- na cidade que tem plenas condições econômicas de serem exploradas de forma sustentada);
- que tipo de consórcios são propostos pela candidatura na implementação, tanto da infraestrutura digital quanto nos primeiros serviços a serem anexados à rede? (conurbação com os vizinhos e disponibilidade de rede física aérea -postes- para expansão de uma rede intermunicipal);
- que interlocuções, com quem e a partir de que tipo de projetos de inovação a candidatura pretende iniciar para dotar de massa crítica uma infraestrutura digital e uma rede de serviços anexadas à ela. (universidades na região e fora dela desenvolvem projetos de pesquisa na implantação e utilização de serviços digitais, empresas da região com experiência ou demanda de serviços da rede).
Com todo respeito às comunidades Xikrin (Ô-odjá, Djudjêkô e Cateté, por exemplo), Volta Redonda precisa muito mais do que uma precária internet oferecida por lá.

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